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  • 17 Apr, 2026

Startups estão revolucionando a coquetelaria brasileira ao incorporar ingredientes amazônicos, como jambu e açaí, em produtos com identidade própria e alto valor agregado.

A coquetelaria brasileira está em plena ascensão, incorporando sabores autênticos da Amazônia em suas bebidas. Iniciativas como gin de jambu, cervejas fermentadas com leveduras nativas do açaí e licores orgânicos de frutas nativas estão se destacando no mercado. Essas startups, oriundas de diferentes estados da Amazônia Legal, visam desenvolver produtos com identidade sensorial própria, valorizando a biodiversidade amazônica.

A AMZ Tropical, fundada por Leandro Daher em Belém durante a pandemia, começou com a intenção de criar uma destilaria de cachaça. O foco mudou para um gin com flor de jambu, que agora é parte de uma linha que inclui o gin de castanha-do-pará e a Jambu Tônica. A empresa, com sede no Pará e filiais em São Paulo e Miami, está em expansão e inaugurou um bar de experiência no Mercado de São Brás. O objetivo é valorizar a cultura local e apoiar produtores regionais.

A Hilary Gin, criada por três mulheres em Manaus, oferece um gin premium que mistura botânicos clássicos com especiarias amazônicas. A marca, que surgiu em 2022, tem como carro-chefe o Hilary London Dry Gin e desde então cresceu significativamente, buscando se expandir para novos mercados. A empresa se destaca por seu compromisso com a produção local e a responsabilidade social, evidenciando o valor da Amazônia.

A A²mazônia Sour, uma startup de biotecnologia, foi criada a partir de uma pesquisa acadêmica na Universidade Federal do Pará em 2021. Focando na utilização de microrganismos nativos do açaí para produções de cervejas sour, a empresa lançou a Açaideira, já disponível em bares de Belém e com planos de ampliar sua distribuição. A startup destaca a importância da floresta, não apenas para recursos visíveis, mas também para o valor oculto presente em seus ecossistemas.

A Fazenda Bacuri, liderada por Hortência Floriano, combina tradição familiar e inovação ao produzir licores e geleias orgânicas, utilizando frutas nativas. Com raízes no trabalho agroecológico de seu pai, a fazenda também busca oferecer turismo gastronômico e reforçar os laços com a comunidade local, continuando a valorização da biodiversidade amazônica.

Essas iniciativas fazem parte da Jornada Amazônia, que apoia mais de 300 negócios com foco em biodiversidade, criando condições para que esses empreendimentos ganhem escala. De acordo com Janice Maciel, Coordenadora Executiva da Jornada, a biodiversidade da Amazônia oferece uma base única para produtos competitivos em mercados exigentes.

Fonte das informações: Assessoria