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  • 17 Apr, 2026

Denúncias contra Uni SOS em Rondônia: falta de registro, condições insalubres, paralisações e atrasos em transportes que lotam emergências; órgãos devem apurar.

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A prestação de serviços de saúde pela empresa Uni SOS, contratada pela Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau), passou a ser investigada por órgãos de controle após denúncias sobre condições de trabalho e possíveis irregularidades contratuais.

Relatos de profissionais indicam que parte da equipe atua sem registro formal, o que aponta para vínculos trabalhistas irregulares e cria insegurança jurídica para trabalhadores e para a administração pública. A ausência de contrato formal pode configurar descumprimento de normas legais e contratuais e fragilizar direitos básicos.

Na quinta-feira, na unidade de Cacoal, parte da equipe não compareceu ao serviço, segundo testemunhos, o que teria paralisado a operação por várias horas e prejudicado o atendimento à população. O episódio revela falhas na organização da prestação de serviços e expõe risco de colapso operacional em momentos de demanda elevada.

Profissionais também denunciaram condições de trabalho insalubres, citando falta de locais adequados para descanso. Essas condições contrariam normas de saúde ocupacional e colocam em xeque a fiscalização do contrato e o cumprimento das obrigações da contratada.

Outra queixa recorrente refere-se à demora no transporte de pacientes entre unidades, provocando superlotação nas chamadas salas vermelhas. Segundo as denúncias, pacientes liberados para transferência têm permanecido por longos períodos aguardando remoção, impedindo a liberação de leitos para casos graves e comprometendo o atendimento de emergências.

Diante da gravidade das alegações, cresce a pressão para que o Ministério Público, o Tribunal de Contas, o Tribunal Regional do Trabalho e demais órgãos fiscalizadores apurem os fatos com rigor. A fiscalização objetiva verificar cumprimento contratual, condições de trabalho e risco à assistência à população.

Especialistas ouvidos destacam que a prestação de serviços em saúde exige não apenas eficiência operacional, mas também observância das leis trabalhistas e garantia de dignidade aos profissionais, sob pena de prejuízo ao atendimento e de responsabilização civil e administrativa dos gestores.

A Uni SOS e a Sesau foram convidadas a se manifestar para prestar esclarecimentos sobre as denúncias e as medidas adotadas para regularizar a situação e evitar novos prejuízos ao serviço público de saúde.

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: Rondoniaovivo