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  • 06 Jun, 2026

Pesquisadores dizem que, apesar das metas do Plano Clima 2024-2035, sua complexidade e histórico de planos ineficazes deixam dúvidas sobre sua execução.

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Plano Clima 2024-2035: O Plano Nacional sobre Mudança do Clima, conhecido como Plano Clima 2024-2035, busca reorganizar a economia brasileira e orientar o modelo de desenvolvimento para metas de justiça social e redução de emissões. Resultado de um processo que remete à Política Nacional sobre Mudança do Clima de 2009, o plano se estrutura em três eixos principais: adaptação às mudanças climáticas, mitigação de gases de efeito estufa e estratégias transversais para ação climática.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) acompanhou anos de elaboração do plano junto a ministérios, governos estaduais e municipais e à sociedade civil. Na estratégia nacional de adaptação, por exemplo, há 13 diretrizes, nove objetivos, 12 metas nacionais e 16 planos setoriais, que somam 312 metas setoriais e 810 ações propostas. Especialistas e organizações alertam que a complexidade e o número de ações exigem planejamento e governança robustos para que o plano deixe de ser apenas uma lista de intenções.

Contexto político em Rondônia: Às vésperas das convenções partidárias, o cenário para as eleições majoritárias em Rondônia ainda está em formação. Entre os nomes em evidência, o senador Marcos Rogério aparece à frente nas pesquisas e busca consolidar apoios, inclusive do ex-governador Ivo Cassol, além de procurar um vice com peso na capital. O ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), também articula alianças e tenta atrair apoio do governador Marcos Rocha e da estrutura administrativa estadual.

Antes mesmo da homologação das candidaturas surgem atritos entre postulantes. Adailton Fúria tem sido alvo de críticas do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, que questiona sua experiência para governar o estado. Na avaliação de aliados de Marcos Rogério, o senador tem adotado um tom mais moderado do que o usado em 2022, numa tentativa de ampliar o eleitorado.

A disputa pela preferência na capital é estratégica: Porto Velho concentra cerca de um terço do eleitorado rondoniense. Ambos os candidatos mencionados buscam vices que fortaleçam suas chapas na cidade, além de apoio para reduzir a vantagem que Hildon Chaves mantém em setores do eleitorado local. Fernando Máximo surge como candidato ao Senado alinhado a uma das chapas em formação.

Algumas especulações eleitorais recuaram: figuras que cogitaram disputar cargos em Rondônia acabaram desistindo, enquanto a chamada chapa bolsonarista enfrenta resistência na capital, cuja composição de eleitores tende a ser menos conservadora do que a de regiões produtoras do interior, onde setores rurais têm maior influência política.

Incidentes e denúncias locais: Na capital, o vereador Breno Mendes reagiu a acusações de cobrança de propina de empresas prestadoras de serviço à prefeitura, negou irregularidades e anunciou que pretende processar os responsáveis pelas denúncias. Também houve atrito entre o vereador Devanir Santana e o prefeito Leo Moraes, após Santana ter sido impedido de falar durante a inauguração de conjuntos habitacionais.

Moradores relataram problemas em diversos apartamentos entregues nos conjuntos habitacionais, o que acendeu questionamentos sobre a fiscalização das obras. Críticas se voltaram à atuação da Caixa Econômica e das empreiteiras responsáveis pela construção, apontando falhas na supervisão e na execução dos contratos.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: apuração local