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  • 19 Apr, 2026

O Brasil segue como o maior consumidor global de agrotóxicos, com 831 milhões de hectares tratados no primeiro trimestre de 2025, apesar da queda no faturamento do setor.

O Brasil permanece como o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, com Rondônia e Mato Grosso respondendo por 37% do consumo regional. O país comercializa anualmente mais de 700 mil toneladas desses produtos, comumente associados a riscos à saúde.

Entre janeiro e março de 2025, a área tratada com defensivos agrícolas cresceu 1,8% em comparação ao mesmo período de 2024, alcançando mais de 831 milhões de hectares. Os dados são provenientes do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg), com levantamento realizado pela Kynetec Brasil. A métrica utilizada foi o Potencial de Área Tratada (PAT), que considera o número de aplicações e a utilização simultânea de produtos.

O volume de defensivos aplicados no trimestre aumentou 3,4%, sendo que os herbicidas estiveram presentes em 42% das aplicações, seguidos pelos inseticidas (28%) e fungicidas (22%). As principais culturas tratadas foram milho (36%), soja (35%) e algodão (13%), enquanto a cana-de-açúcar representou apenas 3% do total.

Apesar do crescimento na área e volume de aplicações, o faturamento do setor caiu 11,1%, totalizando US$ 6,6 bilhões, uma redução em relação aos US$ 7,4 bilhões do mesmo período de 2024. Essa queda é atribuída à diminuição dos preços e à desvalorização do real. As regiões com maior participação no mercado foram Mato Grosso e Rondônia (37%), seguidas por BAMATOPIPA (16%), São Paulo e Minas Gerais (14%), Paraná (10%), Mato Grosso do Sul (8%), Goiás e Distrito Federal (8%) e Sul do país (5%).

Em 2024, o Brasil registrou um crescimento anual de 12,2% na área tratada com defensivos, superando 2,5 bilhões de hectares. O volume aplicado teve um aumento de 13,6%, com destaque para os herbicidas (45%). Contudo, o faturamento anual foi de US$ 19,9 bilhões, representando uma queda de 6,6% em relação a 2023.

Pesquisas científicas globalmente têm mostrado a relação entre o uso de agrotóxicos e diversas enfermidades, incluindo leucemias, alterações neurológicas, lesões em órgãos, alergias e problemas de saúde mental. Para a aplicação desses produtos, é essencial o cumprimento de normas técnicas, assim como a necessidade de uma rigorosa higienização dos alimentos.

Fonte da imagem: Freepik/IA

Fonte das informações: Rondoniaovivo/Agrolink