Darci Cerutti representa Sebrae Rondônia em encontro nacional
Darci Cerutti, presidente do Sebrae Rondônia, participou em São Paulo de encontros sobre governança e inovação para fortalecer o empreendedorismo local.
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Articulistas sugerem que a participação de Bolsonaro em ato golpista foi estratégica. Levantamento aponta que 53% apoiam a prisão domiciliar do ex-presidente.
Recentemente, alguns analistas políticos sugeriram que a participação de Jair Bolsonaro em um ato virtual a favor da anistia e em oposição ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi intencional. Um dos possíveis objetivos seria atrasar o progresso do processo judicial relacionado à tentativa de golpe e instigar uma comoção social.
Após descumprir medidas restritivas, Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar em 4 de setembro, o que gerou reações tanto na esfera política quanto entre a população. Um levantamento realizado pelo Instituto Quaest revelou que 53% dos entrevistados apoiam a decisão de prisão domiciliar, enquanto 47% são contrários. A pesquisa foi feita às 21 horas da mesma data, com mais de 1,16 milhão de menções registradas e uma média de 51 mil menções por hora, envolvendo 401 mil autores únicos.
Contrariando expectativas, a prisão não causou a comoção social esperada e não impactou o andamento do processo no STF. O julgamento da ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado está agendado para setembro. Com um processo extenso e oito réus, a Primeira Turma do STF planeja reservar todas as cinco terças-feiras do mês para examinar o que classificam como "núcleo crucial" da trama.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que todos os réus desempenharam papéis-chave na tentativa de ruptura institucional. Além de Bolsonaro, outros réus incluem ex-ministros e oficiais militares de alta patente, sendo que as principais decisões vieram deste grupo.
Os demais réus do núcleo essencial são Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa), Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência).
Atualmente, o processo penal contra esse núcleo se encontra na fase em que as defesas apresentam suas alegações finais. Mauro Cid, na qualidade de delator, teve prioridade e entregou suas considerações finais à Corte no dia 29 de julho.
A PGR pediu a condenação de Bolsonaro por cinco delitos que, somados, podem resultar em uma pena de até 43 anos de prisão. Segundo a acusação, Jair Bolsonaro atuou como chefe da organização criminosa responsável pela tentativa de golpe, sendo descrito como o "principal articulador" e "autor dos mais graves atos" em desacordo com o Estado de Direito.
Durante o exercício da presidência, ele teria utilizado a estrutura estatal para implementar um sistema de ataque contínuo às instituições e ao processo eleitoral, conforme afirmou o procurador Paulo Gonet ao requisitar a condenação dos réus.
Sobre as implicações da prisão domiciliar de Bolsonaro, a decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, estipula que o ex-presidente não pode deixar sua residência em nenhuma circunstância e está proibido de receber visitas, exceto de seus advogados, desde que autorizados por procuração. A tornozeleira eletrônica será utilizada como meio de monitoramento, e ele também está impedido de usar celular, diretamente ou por meio de terceiros.
A violação das regras estabelecidas para a prisão domiciliar pode levar à revogação da medida e à decretação da prisão preventiva do ex-presidente.
Fonte da imagem: Reprodução
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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