Dr Farias confirma pre candidatura a Assembleia em Ji Parana
Mobiliza confirma Samuel Farias pré-candidato; médico com duas décadas na saúde pretende ampliar atenção básica e acesso a especialistas na região.
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Crises externas e decisões políticas pressionam Rondônia: guerras elevam preços do diesel, bancada federal omissa, deficit de creches, saneamento e segurança.
Conflitos militares recentes e políticas externas dos Estados Unidos têm provocado impactos humanos, ambientais e econômicos que se refletem globalmente, incluindo no Brasil e na Amazônia. Operações justificadas publicamente por objetivos como mudança de regime ou prevenção de ameaças nucleares nem sempre produzem os resultados anunciados e geram efeitos colaterais duradouros.
Intervenções como a tentativa de captura de Nicolás Maduro e ações contra o Irã foram apresentadas como medidas com metas específicas, mas terminaram por manter ou reforçar situações políticas complexas e gerar custos altos em vidas e recursos. No plano econômico, tensões internacionais já pressionam preços de combustíveis, com impacto direto no custo de vida no país e nos moradores mais isolados da Amazônia sempre que se discute o preço do diesel.
Especialistas e gestores apontam que a floresta amazônica tem potencial para contribuir com alternativas energéticas no futuro, mas a transição demandará tempo e investimentos, não sendo solução imediata para os aumentos de preço e a dependência atual do diesel.
No âmbito estadual, Rondônia apresenta indicadores sociais preocupantes. O estado figura entre os piores em registros de feminicídios, mortes em conflitos por terras e cobertura de saneamento básico, incluindo abastecimento de água e coleta de esgoto. Em Porto Velho, a cobertura da educação infantil está entre as três piores capitais do país, com falta de creches sendo uma reclamação recorrente das trabalhadoras e famílias locais.
Autoridades e representantes locais apontam a existência de creches abandonadas ou inacabadas na capital que poderiam ser revitalizadas para ampliar vagas. Especialistas e lideranças cobram maior coordenação entre esferas municipais, estaduais e federais para reverter o quadro nos próximos anos.
Em relação à representação política, a atuação da bancada federal de Rondônia tem sido criticada por setores da sociedade. Observadores locais atribuem à inexperiência e à falta de articulação da bancada a possibilidade de instalação de um dos pedágios mais caros do país no estado e a perda de avanços em pautas econômicas, como tarifas de passagens aéreas. Esses fatores contribuem para o aumento do custo de vida, segundo relatos de moradores e comerciantes.
Nas primeiras sondagens após a definição das candidaturas ao governo estadual, surgem tendências diferenciadas por região. O senador Marcos Rogério (PL) aparece em vantagem no interior, onde concentram-se cerca de dois terços do eleitorado de Rondônia. Na capital e região metropolitana, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (Federação Progressista) lidera as intenções de voto; Porto Velho concentra um contingente de eleitores maior do que as cidades de Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena somadas.
O início da campanha revela polarização entre Marcos Rogério e Hildon Chaves: Rogério busca diminuir sua desvantagem na capital, apontada como ponto fraco, enquanto Hildon tenta consolidar a vantagem no interior. Outros candidatos na disputa pelo governo — o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) e o candidato do PT, Expedito Neto — precisam romper essa polarização para aumentar competitividade antes das convenções partidárias.
Adailton Fúria aposta no apoio do atual governador Marcos Rocha e na força eleitoral da Região do Café, especialmente em Cacoal, como caminho para garantir presença em um eventual segundo turno. Expedito Neto tenta se aproximar da base do presidente Lula para captar até cerca de 30% do eleitorado em Rondônia, estratégia que, caso se concretize, o tornaria mais competitivo. Entre adversários, há a avaliação de que o candidato que enfrentar Marcos Rogério no segundo turno tende a partir com vantagem, diante de níveis de rejeição identificados em áreas específicas do estado.
Da bancada federal atual, Marcos Rogério é candidato ao governo; para o Senado aparecem nomes como Silvia Cristina (PP), Fernando Máximo (PL) e Confúcio Moura (MDB). Todos são apontados como concorrentes de destaque nas eleições de 2026, mas analistas ressaltam que o desgaste da bancada pode influenciar resultados na reta final. Nas próximas semanas, as definições partidárias e homologações de nominatas nas convenções deverão consolidar cenários regionais.
Enquanto isso, moradores e comerciantes manifestam apreensão com a inflação e os custos básicos, citando o pedágio elevado como um dos fatores que pressionam o orçamento familiar e o preço dos itens nos supermercados.
Fonte da imagem: Divulgação
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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