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  • 19 Apr, 2026

O sétimo filme da franquia Pânico conta com o retorno de Neve Campbell e revisita elementos clássicos, mas não alcança a empolgação esperada, deixando fórmulas desgastadas.

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A nova produção da franquia Pânico, que celebra 30 anos em 2026, estreou ontem, e os fãs já têm a oportunidade de assistir ao filme número 7. Este longa foi dirigido por Kevin Williamson, o roteirista original, que coescreveu o roteiro com Guy Busick, a partir de uma história de James Vanderbilt e Busick.

Após as sequências 5 e 6, sendo que Neve Campbell não participou do sexto filme devido a questões salariais, ela retorna nesta nova oferta, agora com um cachê significativamente maior. A atriz Courtney Cox também reprisa seu papel, embora sua participação seja breve e Gale Hawthorne tenha se tornado uma personagem mais secundária dentro da narrativa, que foca em Sidney Prescott, sempre desconfiada e paranoica, especialmente enquanto protege sua filha adolescente.

Williamson sinaliza que os eventos ocorridos em Nova York, no filme anterior, são irrelevantes, uma vez que, sem Sidney, o Ghostface se limita a perseguir e eliminar um grupo de coadjuvantes criados exclusivamente para este propósito. O novo roteiro faz referências a filmes anteriores, especialmente aqueles dirigidos por Wes Craven, que é lembrado por sua habilidade em rejuvenecer o gênero com o primeiro Pânico, um clássico que subverteu muitas convenções do horror.

Nas sequências, Craven passou a imitar e parodiar seu próprio trabalho. A evolução da história traz de volta uma série de psicopatas, cada um com suas motivações para atacar Sidney e seus amigos. Sidney, a "garota final", sobrevive a diversas adversidades, exceto nas circunstâncias do sexto filme, que é uma história à parte.

A cena de abertura, tradicional na franquia, demora a acontecer e, caso o filme mantivesse esse ritmo, não conseguiria manter a empolgação. Após as primeiras mortes, a narrativa se arrasta, explorando as complexas relações entre Sidney e sua filha Tatum. Logo, as especulações sobre a identidade do assassino começam, com um dos suspeitos se revelando fácil de identificar, enquanto o segundo aparece de forma inesperada, refletindo um enredo que a partir de certa altura parece aleatório.

A violência, elemento característico da franquia, continua presente, mas não é suficiente para sustentar a expectativa. Neve Campbell traz uma Sidney mais vulnerável, marcada pelo medo de anos de perseguições. Cox e outros personagens reaparecem de forma abrupta, criando uma sensação de anticlímax à medida que a trama avança.

Os problemas familiares de Sidney, que são explorados, não acrescentam valor à narrativa e acabam quebrando o ritmo. Agora há rumores sobre um possível oitavo filme da franquia. O desfecho do sétimo, no entanto, ocorre de forma apressada, trazendo de volta personagens que já foram mortos. As aparições de atores que interpretaram Ghostface em filmes anteriores como Matthew Lillard, Laurie Metcalf e Scott Foley foram feitas por meio de deepfakes, além de David Arquette, que interpretava Dewey Riley, um personagem icônico até o sexto filme.

No que diz respeito à produção, a franquia passou por mudanças de direção após a saída dos diretores anteriores, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, em agosto de 2023. Christopher Landon foi inicialmente contratado para dirigir o sétimo filme, mas deixou o projeto após mudanças criativas, assim como as estrelas Melissa Barrera e Jenna Ortega no final de 2023. Em março de 2024, Neve Campbell confirmou seu retorno e Williamson foi contratado para dirigir o filme, após ter sido roteirista e produtor nas primeiras produções da série. As filmagens ocorreram de janeiro a março de 2025, com o roteiro sendo reescrito e algumas cenas sendo refeitas em meio a uma produção marcada por muita instabilidade.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Humberto Oliveira