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  • 06 Jun, 2026

NR 1 inclui riscos psicossociais e obriga empresas a agir

Alterações da NR-1 passam a exigir inclusão de riscos psicossociais no PGR; empresas têm até maio de 2026 para mapear, prevenir assédios e documentar ações.

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Entraram em vigor mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) que ampliam as exigências de saúde e segurança no trabalho ao incluir, de forma oficial, os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A alteração torna obrigatória a adoção de medidas para prevenir problemas como estresse, assédio moral e sexual, sobrecarga de trabalho e adoecimento mental.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO) alerta que, apesar do tema já estar presente nas agendas de recursos humanos e lideranças, muitas empresas ainda têm dúvidas sobre como iniciar a adequação e estruturar os processos internos exigidos pela norma.

A fiscalização passou a valer a partir de maio de 2026, quando as empresas terão de comprovar, na prática, a adoção de ações efetivas para proteger a saúde psicológica dos colaboradores. Segundo a entidade, a mudança representa uma transformação na gestão de riscos ocupacionais no ambiente corporativo.

As empresas devem dar atenção imediata a ações como o mapeamento dos riscos mentais, a implementação de políticas de prevenção a assédios, a criação de programas de apoio psicológico e a atualização formal do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do PGR para contemplar as novas variáveis previstas na NR-1.

O mapeamento precisa identificar fatores capazes de desencadear adoecimento emocional, como pressão excessiva, metas inalcançáveis e jornadas abusivas. As políticas preventivas devem prever canais seguros de denúncia e diretrizes claras para combater qualquer tipo de assédio no ambiente de trabalho.

Além disso, a federação destaca a importância de programas voltados ao bem-estar dos colaboradores e da documentação de todas as medidas adotadas, o que garante maior segurança jurídica diante de fiscalizações ou demandas trabalhistas.

Para Raniery Araújo Coêlho, presidente da Fecomércio/RO, apesar das preocupações sobre a implantação e os impactos financeiros, a atualização normativa é um avanço: “Trata-se de um avanço na medida em que investir em segurança e bem-estar dos colaboradores significa investir no crescimento e sustentabilidade do próprio negócio”.

A entidade observa que, na prática, a conformidade com normas regulamentadoras costuma ser tratada como obrigação burocrática. No entanto, a adoção de uma gestão preventiva pode refletir em ganhos de produtividade, redução de passivos trabalhistas e preservação da integridade física e emocional dos trabalhadores.

Diante das dificuldades enfrentadas por muitas empresas na transição, a Fecomércio/RO recomenda a busca de apoio técnico especializado — contadores, consultores e profissionais de saúde e segurança do trabalho — e a consulta a materiais técnicos do Ministério do Trabalho, incluindo o manual do GRO/PGR da NR-1, para orientar a adequação às novas exigências.

Foto: Assessoria

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Fecomércio/RO (assessoria)