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  • 19 Apr, 2026

Pesquisadores da Epagri identificam a cigarrinha Metadelphax propinqua em pastagens de Santa Catarina, alertando sobre sua capacidade de transmitir fitopatógenos.

Pesquisadores da Epagri, em colaboração com cientistas e técnicos do Brasil e dos Estados Unidos, identificaram uma nova praga que afeta pastagens de grama-bermuda em Santa Catarina. A praga, conhecida como cigarrinha Metadelphax propinqua, é uma espécie sugadora que ataca diversas plantas cultivadas.

A identificação da cigarrinha ocorreu entre janeiro e fevereiro de 2023, em áreas de produção de feno no município de Chapecó e em outras localidades da região oeste do estado. Os pesquisadores relataram a ocorrência de “surtos populacionais impressionantes” da praga.

As plantas atingidas pela infestação mostraram sinais de clorose foliar, apresentaram redução na taxa de crescimento e secreção de honeydew, um líquido açucarado que pode promover o desenvolvimento de fungos.

Entretanto, a maior preocupação dos pesquisadores é que a cigarrinha atua como vetor de vários fitopatógenos importantes, entre eles, o vírus da clorose estriada do capim-bermuda (CCSV), o vírus do encurtamento rugoso do milho (MRDV) e o vírus da risca amarela do milho (MYSV). Leandro do Prado Ribeiro, pesquisador e entomologista da Epagri, enfatiza que “essa espécie é reportada como vetora de importantes doenças para a grama-bermuda e para outras culturas, incluindo o milho”.

A cigarrinha Metadelphax propinqua é uma espécie pantropical, presente nas regiões tropicais de todos os continentes entre as latitudes 50° norte e 40° sul, habitando áreas costeiras e paisagens agrícolas da Europa, além de zonas temperadas e tropicais quentes na África, Ásia, Austrália e nas Américas.

Como se trata de uma espécie nova nos cultivos brasileiros, Leandro ressalta a falta de ferramentas adequadas para o manejo da praga. “O monitoramento das áreas é imprescindível para identificarmos o problema, sua distribuição em território catarinense e o impacto nos sistemas de produção de forragem do estado”, conclui.

Os pesquisadores orientam os produtores rurais a estarem atentos aos sinais de infestação da cigarrinha, como o amarelecimento das folhas, a diminuição da taxa de crescimento e a presença de honeydew. Caso haja suspeita de infestação, é crucial que entrem em contato com instituições de pesquisa ou de extensão rural.

Fonte da imagem: Divulgação/Epagri

Fonte das informações: Epagri