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  • 20 Apr, 2026

Donald Trump afirma que Luiz Inácio Lula da Silva pode contatá-lo a qualquer momento, após anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida levanta dúvidas sobre um possível acordo.

Na última sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que está à disposição para conversas com o presidente brasileiro, Luiz Ignácio Lula da Silva, sobre a recente aplicação de tarifas comerciais.

A declaração de Trump ocorreu após uma coletiva de imprensa, onde jornalistas questionaram o presidente norte-americano sobre a nova tarifa de 50% imposta às exportações brasileiras e a possibilidade de um acordo entre os dois países.

Enquanto os Estados Unidos formalizaram acordos comerciais com 12 de seus principais parceiros, a decisão relativa ao Brasil se deu de forma unilateral. No dia anterior, Trump havia assinado uma ordem executiva que aumentou a taxação sobre produtos brasileiros para 50%, com vigência inicialmente marcada para 6 de agosto.

O documento também listou produtos isentos dessa sobretaxa, como aeronaves, polpa e suco de laranja e automóveis. No entanto, itens como carne e café não foram incluídos nas exceções.

Mais tarde, Trump adiou a implementação das tarifas para 7 de agosto, após previamente afirmar que a data limite seria 1 de agosto, gerando incertezas sobre a possibilidade de um acordo entre Brasil e Estados Unidos.

Na mesma coletiva, Trump afirmou que Lula "pode ligar" quando desejar e criticou os líderes que estão à frente do Brasil, afirmando que fizeram decisões erradas. Além disso, o presidente norte-americano expressou seu carinho pelo povo brasileiro, deixando em aberto o futuro das relações comerciais entre os dois países.

A Casa Branca justificou a aplicação das tarifas com argumentos políticos, identificando o Brasil como um risco para os interesses dos Estados Unidos. Segundo a nota oficial, a tarifa adicional de 40%, elevando o total para 50%, visa responder às políticas e ações do governo brasileiro, que seriam consideradas uma ameaça à segurança nacional e à economia dos EUA.

Fonte da imagem: Reprodução/C-SPAIN

Fonte das informações: Rondoniaovivo