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  • 19 Apr, 2026

Um estudo revela que o consumo regular de leite semidesnatado está associado a menores taxas de ansiedade e depressão, em comparação com outros tipos de leite.

Um estudo recente revelou que o consumo regular de leite com baixo teor de gordura está associado a uma diminuição significativa na probabilidade de desenvolver distúrbios mentais, como ansiedade e depressão. De acordo com a pesquisa, aqueles que consomem leite semidesnatado têm quase um terço menos chance de serem diagnosticados com ansiedade e uma redução de 16% na probabilidade de sofrer de depressão, em comparação com indivíduos que não ingerem leite.

A análise, publicada no periódico Frontiers in Nutrition, indicou que os efeitos positivos do leite semidesnatado superam os do leite integral e do leite desnatado. Os pesquisadores afirmaram que "o perfil de ácidos graxos do leite semidesnatado pode oferecer maior proteção cerebral em comparação ao leite integral e ao leite desnatado, reduzindo potencialmente o risco de depressão e ansiedade."

Os cientistas sugerem que o equilíbrio de gorduras presente no leite semidesnatado pode ter um efeito benéfico no cérebro, contribuindo para o aumento dos hormônios do bem-estar, como serotonina e dopamina.

O levantamento que embasa a pesquisa analisou dados de mais de 357 mil pessoas, com idades entre 36 e 73 anos, acompanhadas ao longo de mais de 13 anos. Durante esse período, 13.065 participantes foram diagnosticados com depressão e 13.339 com ansiedade.

Em contraste, ao observar o consumo de leite vegetal, os pesquisadores notaram que aqueles que optavam por essas bebidas apresentavam uma maior probabilidade de serem diagnosticados com depressão e ansiedade.

Para investigar a relação entre o consumo de diferentes tipos de leite e os transtornos mentais, foi utilizado um questionário. Os participantes respondiam a questões sobre o tipo de leite que consumiam predominantemente, sendo seguidos ao longo do tempo para monitorar o desenvolvimento de possíveis distúrbios mentais.

Embora os resultados sejam promissores, os autores enfatizaram a necessidade de mais pesquisas para validar as associações encontradas.

Fonte da imagem: carlosgaw/istock

Fonte das informações: Frontiers in Nutrition