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  • 06 Jun, 2026

Ministros indicados por Bolsonaro ao STF, Nunes Marques e André Mendonça, não devem julgar inquérito sobre tentativa de golpe. Caso segue com a Primeira Turma.

Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), não participarão de possíveis julgamentos relacionados ao planejamento de um golpe de Estado, conforme apurado pelo inquérito da Polícia Federal.

O ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, deve encaminhar a eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise da Primeira Turma, a qual ele pertence. Em contraste, Nunes Marques e Mendonça fazem parte da Segunda Turma.

Anteriormente, o plenário do STF tinha a competência para lidar com processos penais, reunindo todos os 11 ministros. Contudo, essa regra foi alterada em dezembro de 2023.

Fontes da Corte informaram que Moraes poderá optar por levar a pauta a plenário, o que permitiria a participação dos ministros indicados por Bolsonaro na sessão. Entretanto, a avaliação de pessoas próximas ao ministro sugere que essa ação é improvável, dado que o regimento interno indica qual Turma deve julgar e que é mais provável que se alcance uma decisão unânime em um colegiado menor.

A Primeira Turma é composta pelos seguintes ministros:

  • Alexandre de Moraes
  • Cristiano Zanin
  • Flávio Dino
  • Cármen Lúcia
  • Luiz Fux

Destes, três ministros foram indicados pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um pela ex-presidente Dilma Rousseff e um pelo ex-presidente Michel Temer.

Em uma atualização relacionada, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados na última quinta-feira, 21 de setembro. O indiciamento faz parte de um inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, acusando Bolsonaro de crimes como abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Ao todo, 37 pessoas foram indiciadas, incluindo políticos, militares e ex-assessores de Bolsonaro, entre eles o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, o deputado federal Alexandre Ramagem e o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto.

Fonte da imagem: Isac Nóbrega/PR

Fonte das informações: Último Segundo