Carregando...

  • 17 Apr, 2026

Pesquisa em Rondônia mostra baixa confiança nas instituições; STF, governo federal e Senado são mais rejeitados, enquanto a polícia é a mais confiável.

Anúncio

Levantamento da Insights Políticos e Empresariais, em parceria com um portal local, aponta baixa confiança generalizada nas instituições públicas em Rondônia, com rejeição marcada ao Judiciário e aos poderes políticos. As piores avaliações foram registradas para o governo federal e o Senado, ambos com concentrações de notas na base da escala.

O Supremo Tribunal Federal (STF) é o principal alvo de desconfiança: a nota mais atribuída pelos entrevistados foi 1, indicada por 50% dos participantes, cenário que o estudo classifica como uma crise de legitimidade.

O Governo Federal teve predominância de nota 0 (31,95%). O Senado Federal e a Câmara dos Deputados também registraram níveis baixos de confiança, segundo a pesquisa.

No âmbito estadual, o Governo de Rondônia apresenta avaliação negativa predominante, com nota 1 apontada por 31,95% dos entrevistados. O estudo associa esse desgaste à percepção sobre a gestão do governador Marcos Rocha.

Em contraste com a desconfiança geral, a segurança pública aparece como a área com melhor avaliação: a polícia recebeu a nota predominante 8 (18,93%). A atuação do coronel Felipe Vital à frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesdec), especialmente no enfrentamento a facções e no combate à violência, é mencionada como fator de reconhecimento popular.

As igrejas mostraram avaliação polarizada, com respostas distribuídas entre notas muito baixas e muito altas, sinalizando divisões internas entre os fiéis e a população em geral.

A análise do levantamento descreve um “abismo institucional” entre cidadãos e centros de poder: a rejeição atravessa perfis sociais e níveis de escolaridade, indicando que a percepção majoritária é de ineficiência e falta de transparência das instituições.

No caso do STF, o estudo destaca que a crítica é ampla e consolidada. Entre os entrevistados com maior escolaridade há maior polarização: 29,32% atribuem notas altas, mas a maioria (55,64%) avalia o tribunal entre 0 e 3.

Os pesquisadores concluem que a desconfiança não é episódica nem superficial, mas estruturada. Como consequência, a segurança tende a ganhar centralidade no debate público em Rondônia, enquanto lideranças políticas enfrentam o desafio de reconstruir legitimidade em um eleitorado que parte de pressupostos de desconfiança.

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: Insights Políticos e Empresariais; Rondoniaovivo