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  • 06 Jun, 2026

A Prefeitura de Porto Velho e a Semusa se comprometeram a seguir recomendações do MPF para evitar favorecimentos nas contratações de saúde, após alerta sobre distorções anteriores.

A prefeitura de Porto Velho, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), notificou o Ministério Público Federal (MPF) sobre sua intenção de aderir completamente a uma recomendação do órgão. Essa recomendação busca impedir o favorecimento de indivíduos ou organizações em contratos relacionados à gestão pública de saúde.

A iniciativa do MPF se deu de maneira preventiva, após a declaração de emergência em saúde pública na cidade. Esta emergência permite contratações diretas, sem licitação, para aquisição de bens, serviços, insumos e obras essenciais.

Em resposta ao MPF, a Semusa afirmou não ter convênios atuais com organizações sociais ou entidades do terceiro setor, além de garantir que, caso ocorram novas contratações, estas seguirão rigorosamente as diretrizes de fiscalização e controle estabelecidas. A prefeitura complementou informando que as parcerias com entidades privadas sem fins lucrativos são geridas diretamente pelas secretarias, especificamente pela Semusa.

A recomendação do MPF estabeleceu que os contratos de gestão devem incluir cláusulas específicas, tais como:

  • Prevenir o favorecimento em contratações, evitando vínculos pessoais entre contratantes e contratados;
  • Contratar pessoal necessário de forma impessoal, assegurando a presença de uma equipe assistencial mínima e providenciando substituições adequadas;
  • Proibir a contratação de diretores ou parentes da entidade contratada;
  • Exigir no mínimo três cotações de preços para compras, assegurando transparência e economicidade durante o processo.

O MPF identificou uma tendência preocupante nas contratações de Organizações Sociais para serviços públicos na saúde, que já geraram distorções e chamados de atenção dos órgãos de controle, prevenindo assim prejuízos ao erário.

A recomendação fez referência a um caso ocorrido em Vilhena, onde a prefeitura fez uma contratação que resultou em investigações pela Polícia Federal e pelo MPF. Nestas investigações, foi constatado que houve favorecimento na contratação de empresas vinculadas aos administradores da organização social. O caso culminou em uma ação civil pública, que proibiu a organização de continuar suas atividades com essas empresas.

Após a manifestação da prefeitura de Porto Velho e da Semusa em aceitar as recomendações do MPF, o órgão decidiu arquivar o procedimento investigativo. No entanto, o MPF mantém a possibilidade de reabertura do caso caso novas evidências surjam.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo