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  • 22 Apr, 2026

Um censo de 2026 revela que 86 jogadores brasileiros nas cinco principais ligas europeias nasceram em 61 cidades diferentes, destacando a diversidade geográfica das origens.

O sonho de jogar na Europa continua a ser um dos principais objetivos para os atletas brasileiros que ingressam no futebol profissional. Em 2026, o Brasil permanece como um dos maiores fornecedores de jogadores para o mercado europeu, conforme revela um estudo sobre cidades brasileiras que abastecem a elite do futebol europeu.

A pesquisa, realizada pelo site especializado em apostas esportivas, se concentrou em jogadores brasileiros registrados nas cinco principais ligas do futebol europeu: Premier League, La Liga, Serie A, Ligue 1 e Bundesliga, durante a primeira semana de 2026. O estudo utilizou informações públicas disponíveis em perfis oficiais de clubes e ligas, focando especialmente na cidade de nascimento dos atletas.

No total, foram catalogados 86 jogadores de 61 cidades diferentes do Brasil, o que representa apenas 1,1% dos 5.571 municípios brasileiros. São Paulo lidera com 10 representantes, seguido por Rio de Janeiro, que conta com 7 atletas. Incluindo as regiões metropolitanas, São Paulo soma 16 jogadores, enquanto a região metropolitana do Rio de Janeiro aparece com 10.

Cidades como Cuiabá também se destacam, com três jogadores atuando nas ligas analisadas. Outras cidades, como Belo Horizonte, Campinas e João Pessoa, têm dois representantes, enquanto diversas localidades menores têm um jogador cada, demonstrando a diversidade de origens dos atletas.

O Sudeste brasileiro é a região com maior número de jogadores, representando 64% do total, enquanto o Nordeste apresenta 13% dos atletas. Ao todo, 17 estados e o Distrito Federal estão representados, mas um terço dos estados não possui jogadores nas ligas de elite.

A análise comparativa dos tamanhos das cidades de origem dos jogadores revela que a capital paulista, com mais de 10 milhões de habitantes, contrasta com cidades pequenas, como Campo Erê (SC), que abriga apenas 9.623 moradores. Apesar de as metrópoles concentrarem a maior parte dos atletas, mais da metade dos jogadores catalogados nasceram em cidades fora dos grandes centros urbanos.

Campo Erê se destaca com um índice de 11,1 jogadores por 100 mil habitantes, enquanto em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro esse índice é cerca de 0,1. Essa participação de pequenas cidades mostra que o potencial de atletas é abundante em vários locais, não se limitando apenas aos grandes centros.

Embora o Brasil seja reconhecido como o país do futebol, o número de 86 jogadores nas principais ligas europeias pode parecer baixo. Comparativamente, a Argentina apresenta 72 representantes, resultando em um índice mais alto de jogadores por 100 mil habitantes. Além disso, o mercado brasileiro se está expandindo, com ligas em países como Arábia Saudita e Estados Unidos atraindo talentos.

A formação de jogadores, no entanto, continua concentrada em poucos clubes, com equipes de Série A e B liderando a produção de atletas. O levantamento destaca que, independentemente do local de nascimento, a formação profissional dos jogadores tende a ocorrer em centros adequados que oferecem a infraestrutura necessária para seu desenvolvimento.

Em conclusão, o censo de jogadores brasileiros mostra que a diversidade geográfica é um componente importante na formação de talentos, evidenciando que a infraestrutura, o suporte e as oportunidades oferecidas pelos clubes são fundamentais para que os atletas cheguem ao cenário europeu.

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Censo do Futebol Brasileiro na Europa 2026