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  • 20 Apr, 2026

A empresária Rosemar Dellalibera foi presa em Cascavel após quase dois anos foragida. Ela é investigada pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e havia rompido a tornozeleira eletrônica.

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A empresária mato-grossense Rosemar Dellalibera, de 54 anos, foi detida na última segunda-feira, 2 de outubro de 2023, em Cascavel, Paraná, após quase dois anos foragida. Sua prisão ocorreu quando ela tentou emitir um novo registro de identidade e foi identificada com um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, dentro das investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.

A captura foi realizada pela Polícia Civil do Paraná, que constatou que Rosemar estava foragida desde 2023, quando rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou o Brasil, vivendo de maneira itinerante na Argentina. Atualmente, ela encontra-se custodiada na Cadeia Pública de Cascavel.

Na mesma data da prisão, Rosemar participou de uma audiência de custódia por videoconferência, conduzida pelo juiz auxiliar do gabinete de Alexandre de Moraes, Diego Martinez Fervenza Cantoario. A Procuradoria-Geral da República foi notificada imediatamente, conforme estipulado na decisão judicial.

A prisão marca o fim de um longo período de fuga, que havia ganhado notoriedade em 2024, quando Rosemar concedeu uma entrevista na Argentina. Nela, descreveu sua versão sobre os eventos que a levaram à prisão em Brasília e os dias em que esteve detida após os atos considerados golpistas. Durante o depoimento, ela se apresentou como uma vítima de perseguição política, denunciando o que considera violações de direitos durante sua detenção.

Em sua fala, Rosemar se declarou uma "presa política" e afirmou ter sido "sequestrada" durante os eventos em Brasília. Ela relatou um ambiente de "guerra, medo e terror", afirmando que ficou horas confinada sem acesso a água e comida. Descreveu também as condições no Ginásio da Polícia Federal, onde os detidos foram levados, alegando falta de condições humanitárias e que pessoas em situação vulnerável, como idosos e crianças, passaram mal devido à demora no socorro.

Além disso, Rosemar afirmou que foi acusada de crimes gravíssimos, incluindo terrorismo, sem compreender adequadamente as provas que sustentavam sua prisão, afirmando que sua única arma era a bandeira do Brasil. Ela permaneceu encarcerada até março de 2023, quando recebeu um alvará de soltura para responder ao inquérito em liberdade sob supervisão de tornozeleira eletrônica.

Após a informação de que o processo contra ela havia sido ampliado para cinco crimes, Rosemar decidiu deixar o país, referindo-se a essa decisão como a mais difícil de sua vida. Com sua prisão, o caso retorna ao foco das investigações do STF.

Fonte das informações: Idaron