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  • 21 Apr, 2026

A escassez de água em Porto Velho afeta a população, que enfrenta altos custos para perfuração de poços em meio a falhas no abastecimento.

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Os negacionistas do aquecimento global estavam equivocados, com evidências claras da gravidade da situação ambiental. Estudo publicado na revista científica Communications Earth & Environment revela que os períodos de chuva aumentaram entre 15% e 22% entre 1980 e 2010, enquanto as estiagens tornaram-se mais severas, com crescimento de 8% a 13%.

Apesar de o negacionismo ter sido desmascarado, a sociedade como um todo não saiu vencedora. A falta de ações corretivas por parte de governos e formadores de opinião resulta em consequências que afetam a todos, independentemente da posição inicial. O novo debate se concentra entre aqueles que acreditam na capacidade da humanidade de responder positivamente às mudanças climáticas e aqueles que negam essa possibilidade. O exemplo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, reflete uma busca desesperada por vantagens imediatas, mesmo à custa do bem-estar de milhões.

A escolha de decisões que priorizam o enriquecimento de bilionários enquanto penalizam os mais pobres leva à violência e injustiças sociais, comprometendo o futuro de uma população já vulnerável. A união da sociedade para enfrentar a questão do aquecimento global e seus impactos é crucial, mas a política leviana e egoísta pode dificultar essa mobilização.

Em Porto Velho, a escassez de água está gerando crise entre os bairros, afetando a população mais pobre. A Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia apenas atende cerca de 50% da população da capital, e a alternativa de escavar poços semi-artesianos é financeiramente inviável para muitos, com custos que podem chegar a R$ 400,00 por metro.

No cenário político, o presidente Luís Inácio Lula da Silva destinou pacotes de investimento significativos, totalizando R$ 1,5 bilhão para Rondônia e R$ 1,1 bilhão para o Acre, mesmo com a maioria das bancadas federais sendo bolsonaristas e se ausentando dos eventos do governo. Enquanto o governador do Acre, Gladson Camelli, busca estreitar laços com a administração federal, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, evita eventos importantes, focando em sua candidatura ao Senado em 2026.

Rumores sobre um suposto descontentamento entre Rocha e seu vice, Sergio Gonçalves, giram pela mídia, mas a realidade mostra que ambos estão colaborando nos bastidores, já que Gonçalves deve assumir o governo em breve, permitindo que Rocha utilize a estrutura governamental a seu favor nas eleições do próximo ciclo.

Historicamente, prefeitos rondonienses com alta popularidade se destacam na corrida pelo governo estadual, como Valdir Raupp e Ivo Cassol. Para 2026, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e o prefeito reeleito de Cacoal, Adailton Fúria, devem concorrer ao Palácio Rio Madeira.

A regionalização das candidaturas também é um aspecto que ganha destaque, com nomes como Confúcio Moura e Marcos Rogério aparecendo como possíveis candidatos ao Senado. Entretanto, as reviravoltas nas disputas dificultam previsões de favoritismo e a solidificação de candidaturas, como demonstrado por Ivo Cassol, que mesmo sendo um nome forte, enfrentou derrotas em pleitos anteriores.

Cidade como Ji-Paraná verá uma disputa intensa na corrida ao Senado, com a presença de quatro candidatos, um fato inédito na região. Esta disputa inclui figuras como Acir Gurgacz e a deputada federal Silvia Cristina. O Vale do Jamari também poderá contribuir para o pleito com o delegado Camargo, um nome que representa uma ala radicalmente bolsonarista.

Comerciante de Porto Velho expressam preocupações com o impacto do endividamento da população nas vendas, enquanto um feirão de emprego realizado pela prefeitura foi um sucesso entre os jovens. Por outro lado, a restauração da BR-319 continua a ser um tema polêmico, com senadores expressando descontentamento com as restrições ambientais que impedem avanços nas obras, que se arrastam há quase duas décadas sob diferentes administrações.

Fonte das informações: Rondoniaovivo

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