Pre candidato Scheid alerta para aumento da violencia em Rondonia
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A Câmara de Porto Velho realizou audiência pública sobre violência contra a mulher, destacando o impacto da Lei Maria da Penha e alarmantes dados de feminicídio.
A Câmara Municipal de Porto Velho realizou, na manhã de sexta-feira, 8 de agosto, uma audiência pública significativa sobre a violência contra a mulher, um tema considerado uma emergência global pela ONU.
O evento foi proposto pela vereadora Ellis Regina, que preside a Subprocuradoria da Mulher da Câmara Municipal, e marcou o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. O slogan da campanha, "Você não está só", foi destacado durante a sessão solene, que reuniu diversas lideranças femininas do município e do estado.
Ao abrir os trabalhos, Ellis Regina falou sobre os avanços da luta contra a violência doméstica em Porto Velho. A vereadora enfatizou a necessidade de envolvimento de todas as instâncias do poder público nesse combate. "Quando esse movimento começou, havia pouco engajamento, mas hoje a mobilização em torno do assunto já é notável", afirmou.
Ela também mencionou que, apesar de agosto ser o mês que celebra a criação da Lei Maria da Penha, os números continuam preocupantes. Segundo dados, em 2024, foram registrados 1.492 feminicídios no Brasil, o que traduz numa média alarmante de quatro mortes de mulheres por dia. Porto Velho está entre as cidades com os maiores índices de assassinatos de mulheres no país.
A audiência contou com a presença de diversas figuras proeminentes na luta pelos direitos das mulheres e contra a violência de gênero, como a deputada estadual Ieda Chaves, a Promotora de Justiça Tânia Garcia, a psiquiatra Letícia Duarte Raposo e a ativista Gladiana Santos, entre outras.
Encerrando a audiência, a vereadora agradeceu a presença das autoridades e convidadas, ressaltando a importância da vigilância constante sobre a violência contra a mulher, que deve ser acompanhada por ações efetivas do poder público. “Não podemos mais tolerar esses índices crescentes, na capital ou no Estado. Esse triste quadro só vai mudar quando efetivarmos um enfrentamento permanente”, concluiu.
Fonte da imagem: Assessoria
Fonte das informações: Assessoria
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