Sílvia Cristina recebe certificado Prata do Hospital de Amor
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Com a banalização da IA e casos como a apropriação do açaí, cresce o debate sobre controle de terras raras e a alternância política em Rondônia.
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A difusão da inteligência artificial intensificou a desconfiança sobre imagens e informações, mas práticas de apropriação e fraude não são novidade. Casos como a apropriação do nome do açaí por empresa estrangeira e a disputa sobre terras raras mostram que questões de soberania e de propriedade já vinham sendo debatidas antes da expansão das tecnologias de manipulação digital.
No exemplo do açaí, a fruta — reconhecida como genuinamente brasileira e predominantemente amazônica — teve seu nome patenteado por uma empresa japonesa, o que motivou contestação do governo. O registro irregular foi cancelado em 2007 e, para proteger a identidade e a produção, vigora desde janeiro a Lei 15.330, que oficializou o açaí como “fruta nacional”. A medida tem o objetivo de evitar novas apropriações externas de produtos tipicamente brasileiros.
Em paralelo, o Brasil tenta criar normas sobre o uso das terras raras para impedir uma nova situação de apropriação. Um acordo firmado pelo governo de Goiás com os Estados Unidos em março suscitou protestos de nacionalistas que defendem exploração exclusiva por empresas brasileiras. O conflito entre interesse nacional e necessidade de tecnologia explica a tensão: o país ainda carece de parte do conhecimento e da infraestrutura para explorar esses recursos sozinho, o que torna inevitáveis parcerias estrangeiras e deixa a questão em aberto enquanto não se definirem regras claras.
No âmbito político regional, Rondônia teve trajetória de alternância entre forças de esquerda e de direita desde a redemocratização. Nos primórdios, o estado elegia lideranças com histórico em movimentos de esquerda, como Jeronimo Santana — antigo integrante do MR-8 — eleito governador em 1986, e figuras como o médico Claudionor Roriz, eleito senador em 1982, com passagem por organizações de esquerda no Nordeste.
O forte fluxo migratório vindouro do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas e Espírito Santo contribuiu para uma guinada conservadora ao longo das décadas seguintes, o que ajudou a consolidar hoje uma predominância de forças de direita e o crescimento do PL como um dos maiores partidos do país. Nas eleições gerais de 1982 a direita dominou a maioria das cadeiras estaduais e federais no estado, embora o governo ainda fosse nomeado.
A alternância seguiu nos pleitos seguintes: depois da vitória de Jeronimo Santana pela centro-esquerda em 1986, a direita retornou em 1990 com Oswaldo Piana Filho. Mais adiante, Valdir Raupp (MDB) levou a centro-esquerda novamente ao cargo, enquanto José de Abreu Bianco (PFL) e, posteriormente, Ivo Narciso Cassol consolidaram mandatos de viés conservador. Confúcio Moura trouxe a centro-esquerda de volta ao governo em mandatos sucessivos, e atualmente o estado encerra o período de gestão do governador Marcos Rocha, de perfil conservador.
Uma característica recorrente nas disputas eleitorais rondonienses é a preferência do eleitorado por ex-prefeitos com gestão bem avaliada. Exemplos citados são Jeronimo Santana (Porto Velho), Valdir Raupp (Rolim de Moura), José Bianco (Ji-Paraná), Ivo Cassol (Rolim de Moura) e Confúcio Moura (Ariquemes). Projetando para 2026, nomes como Hildon Chaves (Porto Velho) e Adailton Fúria (Cacoal) aparecem como potenciais competitivos contra figuras federais como Marcos Rogério.
Nem todos os prefeitos bem avaliados conseguiram ascender ao governo estadual: Francisco Chiquilito Erse perdeu em 1994 para Valdir Raupp; Melki Donadon (Vilhena) e Ernandes Amorim (Ariquemes) também tiveram tentativas frustradas. A cidade de Rolim de Moura se destacou por produzir vários governadores, com Ivo Cassol governando em dois mandatos e Valdir Raupp em outro.
Entre pontos observados na atualidade regional: os estados do Mato Grosso e de Rondônia projetam novos recordes de produção de soja, apesar de gargalos logísticos e de armazenagem; ex-deputados estaduais como Jesuíno Borabaid, Hermínio Coelho, Adelino Follador, Jair Montes e Ari Saraiva disputam vagas na Assembleia Legislativa; e o MDB trabalha para consolidar a candidatura do ex-ministro Amir Lando ao Senado em Rondônia, com ele já em campanha em Porto Velho e no Cone Sul do estado.
As disputas sobre informação, recursos naturais e liderança regional mostram como temas de soberania, capacidade tecnológica e memória política se entrelaçam, influenciando decisões e candidaturas que moldarão o cenário estadual e nacional nos próximos anos.
Fonte da imagem: Divulgação
Fonte das informações: Carlos Sperança
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