Homem recebe 21 anos por matar ex cunhado em Espigão do Oeste
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Após afastamento de Cinelli por inconsistências, liminar suspende execuções sobre 178 empresas da Apex com R$975 mi; auditoria externa será contratada.
Na quinta-feira (6), o fundador da Apex Partners, Fernando Cinelli, foi afastado da presidência após uma investigação interna apontar inconsistências financeiras na companhia. O diretor financeiro da plataforma no Espírito Santo, Eduardo Siqueira, também foi afasta do cargo.
O início da crise foi um prejuízo relacionado a um investimento em ações da CVC: um fundo da Apex adquiriu 15,5% das ações da agência de viagens e, em seis meses, o papel caiu cerca de 40%. Parte dos investidores tinha a promessa de rendimento garantido, e o resultado negativo motivou a apuração interna.
Sócios da Apex acionaram Cinelli na Justiça por "gestão temerária e má-fé" e pleitearam o bloqueio preventivo de bens. Em paralelo, os acionistas anunciaram a contratação de uma auditoria externa para aprofundar a apuração e informaram que adotarão medidas judiciais para buscar responsabilização cível e criminal, se necessário. A presidência interina da empresa passou a ser exercida por Marcelo Murad, sócio sênior da Apex.
Os sócios afirmaram, durante a apuração, que havia falta de transparência nos balanços e que não tinham dimensão do passivo da companhia, circunstância que levou ao afastamento dos dirigentes que, segundo os associados, concentravam o problema.
No mesmo dia em que foi afastado da Apex, Cinelli renunciou ao assento que ocupava no conselho de administração da CVC.
Nesta sexta-feira (7), o juiz Marcos Sanches, titular da Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, concedeu liminar que suspende execuções contra as empresas do grupo. A medida visa proteger o patrimônio de 178 companhias vinculadas à Apex, que somam dívidas de R$ 975 milhões.
A decisão exige que as empresas envolvidas peçam recuperação judicial em até 30 dias — sob pena de perda imediata da eficácia da medida cautelar — e determina a nomeação de uma administradora judicial para realizar perícia técnica sobre as condições operacionais do conglomerado, com prazo de 20 dias para apresentação do laudo.
Segundo o juiz, a tutela cautelar tem o objetivo de garantir a continuidade das atividades econômicas e evitar o esgotamento de ativos antes de eventual pedido formal de recuperação judicial. Em nota, a Apex afirmou que a liminar tem caráter preventivo e não corresponde a um pedido de recuperação judicial, ressaltando que patrimônios segregados de fundos, patrimonios fiduciários e sociedades de propósito específico (SPEs) ficam preservados.
A empresa também informou que os valores discutidos na ação representam obrigações de longo prazo, e que o impacto da inconsistência identificada será validado pela auditoria externa em contratação.
A defesa do presidente afastado declarou que Fernando Antonio Kulnig Cinelli está empenhado em colaborar para a preservação da companhia, de seus investidores e acionistas, e em esclarecer as questões apontadas com transparência.
O mercado reagiu: o BTG Pactual rompeu o contrato de distribuição com a Apex e suspendeu saques de um fundo ligado à plataforma. Em comunicado, a Secretaria da Fazenda do Espírito Santo informou que não há recursos do Tesouro Estadual nem do fundo soberano do estado investidos na Apex Partners.
Os próximos passos informados pelas partes incluem a contratação da auditoria externa, a realização da perícia judicial e a definição de medidas judiciais por parte dos sócios para responsabilizar eventuais envolvidos. A situação segue em desenvolvimento enquanto as auditorias e os procedimentos judiciais avançam.
Fonte da imagem: Ricardo Medeiros / Rede Gazeta
Fonte das informações: Apex Partners; Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória; Secretaria da Fazenda do Espírito Santo
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