Vereador Dr Gilber cobra reparos emergenciais na Linha C01 BR319
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A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Overclean, desarticulando uma organização criminosa envolvida em fraudes licitatórias e lavagem de dinheiro, com mandados cumpridos em várias cidades.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na última sexta-feira, 31 de outubro, a oitava fase da Operação Overclean. Esta operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa acusada de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Agentes da PF cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e realizaram o sequestro de valores obtidos de forma ilícita em várias cidades, incluindo Brasília (DF), São Paulo (SP), Palmas (TO) e Gurupi (TO). As ordens foram expedidas pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Estão entre os alvos da operação o secretário nacional do Podemos, Luiz França, e outros suspeitos como Éder Martins Fernandes, ex-secretário de Educação do governo de Tocantins; Claudinei Aparecido Quaresemin, ex-secretário extraordinário de parcerias e investimentos de Tocantins; e Itallo Moreira de Almeida, ex-diretor da Secretaria de Educação de Goiânia.
A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal. A PF informou que os investigados poderão responder por diversos crimes, incluindo organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
Itallo de Almeida já era alvo da primeira fase da operação, deflagrada em dezembro de 2024, quando ocupava o cargo de diretor da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia. Ele foi nomeado em 20 de agosto do mesmo ano, mas foi exonerado no dia 10 de dezembro, coincidentemente o mesmo dia da deflagração da Overclean, que incluiu um mandado de prisão e afastamento do servidor. No entanto, ele conseguiu fugir.
Itallo é investigado por seu envolvimento na Secretaria Estadual de Educação do Tocantins, onde teria facilitado contratações de empresas ligadas ao seu grupo. Segundo investigações da PF, ele recebeu R$ 172.590, que foram transferidos para contas indicadas por ele aos demais empresários também sob investigação.
Na primeira fase da Operação Overclean, 16 pessoas foram presas em estados como Bahia, São Paulo e Goiás. A operação surgiu após a PF identificar fraudes em contratos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), onde recursos de emendas parlamentares estavam sendo destinados a obras superfaturadas e serviços inexistentes em municípios baianos.
O esquema envolveu mais de R$ 1,4 bilhão e utilizou empresas de fachada para simular concorrência em diversas cidades. Nas fases subsequentes, a PF também apreendeu documentos, dinheiro, itens de luxo, celulares e computadores, que contribuíram para o aumento das investigações e revelação de mais suspeitos.
Fonte das informações: Polícia Federal
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